3 pilares para tratar ansiedade: terapia, remédios e autoajuda


​A ansiedade é um transtorno sério, que afeta mais de 260 milhões de pessoas no mundo. Se você sente na pele seus efeitos, confira a seguir os 3 pilares para garantir um tratamento efetivo.


Ansiedade é um transtorno sério, que afeta mais de 9% da população brasileira, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No mundo, mais de 260 milhões de pessoas têm que conviver com o problema diariamente.


Os sintomas são diversos, podendo variar de pessoa a pessoa. Se pensamos em sinais físicos, os mais comuns são taquicardia, sudorese, tremores e irritabilidade. No plano psicológico, nervosismo, dificuldades de dormir e um medo constante e sem motivo são apenas algumas das manifestações habituais.


Qualquer especialista na área coincidirá: a ansiedade precisa ser tratada para que a pessoa consiga retomar seu equilíbrio e recuperar sua qualidade de vida. Nesse sentido, é importante destacar que há três pilares que sustentam o tratamento: o acompanhamento psicológico, o suporte medicamentoso e as terapias alternativas e autoajuda. Saiba mais a seguir.




Psicoterapia para a ansiedade


Há diferentes abordagens que ajudam a entender o que está provocando a ansiedade, assim como encontrar os recursos necessários para minimizar os sintomas. Este pilar é fundamental para, além de trabalhar o autoconhecimento, recuperar a autoconfiança que permite enfrentar o quadro e impedir uma recaída.


Terapia cognitiva-comportamental


Para muitos psicólogos, é uma das abordagens mais eficazes na hora de lidar com o problema da ansiedade. Isso porque quem tem o distúrbio, fica preocupado e angustiado sobre o mundo que o cerca, assumindo uma postura de catastrofização.


Esses padrões de comportamento estão tão arraigados, que a pessoa é incapaz de perceber os erros de julgamento que comete, o que os impede de avançar rumo à cura.

Um dos objetivos da terapia cognitiva-comportamental é justamente demonstrar como nossos pensamentos afetam nosso humor e bem-estar, ensinando a ver o mundo de uma forma diferente, a perceber os perigos reais e a reestruturar a forma de pensar a vida.


Terapia interpessoal


Neste caso, há um entendimento de que a vulnerabilidade para desenvolver a ansiedade está relacionada a aspectos biológicos e sociais (trabalho, relacionamentos, papéis sociais, etc.). Ou seja, há uma relação direta entre saúde mental e problemas interpessoais.


O objetivo central deste tipo de abordagem é ajudar a compreender debilidades, fatores de risco de recorrência do distúrbio, centrando o esforço no aqui e agora.


Psicologia positiva


Focada naquilo que contribui para o desenvolvimento pessoal, a psicologia positiva ajuda a compreender que as preocupações e os desafios na vida são inevitáveis.

Ao compreender essa lógica, a pessoa é capaz de enfrentar cada momento com mais disposição, e desfrutando de todas as etapas do processo.


Mindfulness


Há uma aproximação no tratamento da ansiedade em base aos princípios centrais da meditação budista. É útil para regular os picos de humor e para evitar uma recaída.


Mindufulness é um treinamento para ser consciente do que acontece no momento presente, aprimorando as habilidades de concentração, otimizando a capacidade de decisão, evitando críticas excessivas e contribuindo para um relaxamento físico e mental.



Medicamentos para a ansiedade


Por se tratar de um transtorno complexo, a forma mais eficaz de enfrentar os sintomas da ansiedade costuma ser aliando terapia e medicamentos. A primeira, ajuda a pessoa a lidar com a carga psicológica do distúrbio. Os remédios são os responsáveis por controlar os efeitos físicos, estando divididos em dois grandes grupos: os ansiolíticos e os betabloqueantes.


Quem define o tratamento medicamentoso a ser seguido é o psiquiatra, que analisará o quadro, a intensidade dos sintomas e o histórico do paciente. Os especialistas alertam: é extremamente importante seguir à risca o tratamento, e não abandonar o uso dos remédios receitados sem, antes, conversar com o médico.


A suspensão unilateral do tratamento pode trazer ainda mais problemas para quem tem ansiedade, sendo o principal a recaída, com sintomas ainda mais fortes.


Autoajuda e terapias alternativas


Acredite, você pode colaborar de várias formas com o tratamento da ansiedade:


• mantendo uma dieta equilibrada

• fazendo exercícios físicos de forma habitual

• praticando meditação e yoga

• mantendo uma dieta rica em omega-3

• evitando o consumo de álcool e substâncias estimulantes

• recorrendo aos benefícios da acupuntura

• fazendo massagens relaxantes


O importante é intender que corpo e mente estão ligados, e que fazer pequenas mudanças de comportamento podem trazer bem-estar global. Se você precisar de ajuda, não deixe de entrar em contato com psicólogos especializados em ansiedade.


Fonte: https://br.mundopsicologos.com/artigos/3-pilares-para-tratar-ansiedade-terapia-remedios-e-autoajuda

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